MPF denuncia grupo envolvido em esquema de contrabando de cigarros que movimentou R$ 14 milhões no RN

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal do Rio Grande do Norte 11 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa envolvida em contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, o grupo utilizava o litoral norte potiguar como rota de entrada de cargas ilegais que também abasteciam os estados da Paraíba e Pernambuco.

A denúncia é resultado das investigações da Operação Karkinos, deflagrada em novembro de 2025 pelo MPF e pela Polícia Federal, com apoio das polícias Civil e Militar, Receita Federal e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

De acordo com o MPF, a organização possuía uma estrutura dividida em diferentes funções, incluindo logística, transporte, contatos internacionais e segurança armada. Entre os denunciados estão empresários, motoristas e um policial militar.

As investigações apontaram que as cargas de cigarros contrabandeados chegavam ao Brasil por embarcações vindas do exterior e eram desembarcadas em áreas de salinas entre os municípios de Porto do Mangue e Macau, no litoral norte do estado.

Segundo o órgão, o grupo aproveitava períodos de maré cheia para facilitar a entrada das embarcações em canais de acesso mais restrito e com menor fiscalização.

Após o desembarque, os produtos eram transportados em caminhões acompanhados por veículos utilizados como “batedores”, responsáveis por monitorar a presença de equipes policiais nas rodovias. As cargas eram levadas para depósitos em cidades como Riachuelo e São Paulo do Potengi, no Rio Grande do Norte, e Algodão de Jandaíra, na Paraíba.

Apreensões somam R$ 14 milhões

O MPF informou que as investigações reuniram provas obtidas por meio de diferentes fontes, incluindo análise de dados de torres de telefonia, interceptações e flagrantes realizados entre agosto de 2024 e novembro de 2025.

Durante as ações, foram apreendidos mais de 3,4 milhões de maços de cigarros contrabandeados, avaliados em aproximadamente R$ 14 milhões. Parte das apreensões ocorreu em operações realizadas nas cidades de Natal e Mossoró.

Segundo a denúncia, os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa, contrabando qualificado e lavagem de dinheiro.

Agora, a Justiça Federal irá analisar a denúncia apresentada pelo Ministério Público e decidir sobre o andamento do processo contra os acusados.