A Operação Distrato, deflagrada nesta quarta-feira (15), mira um esquema de fraude de R$ 3,8 bilhões em créditos de ICMS. A ação cumpre 38 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e do Paraná.
Entre os alvos da operação deflagrada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA/SP) está um grupo econômico ligado ao advogado Nelson Wilians.
Em Londrina (PR), também é alvo a advogada Mayra de Paula, apontada pela investigação como integrante do esquema. Não há mandados de prisão.
Segundo as investigações, a organização utilizava empresas de fachada para criar créditos tributários falsos, vendidos principalmente a pequenas e médias empresas para reduzir ilegalmente o pagamento de ICMS. Escritórios de advocacia e consultorias teriam elaborado contratos e pareceres para dar aparência de legalidade às operações.
A investigação envolve cerca de 850 empresas, das quais 752 já foram autuadas pela Secretaria da Fazenda de São Paulo.
Até a publicação da reportagem, as defesas de Nelson Wilians e Mayra de Paula não haviam se manifestado.
