A tragédia que vitimou a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, estudante de Educação Física, ganhou contornos ainda mais graves com a revelação da postura dos funcionários responsáveis pela operação do salto. Segundo a Polícia Militar, houve uma tentativa deliberada de fuga e ocultação da responsabilidade da empresa logo após o acidente.
De acordo com o relato dos PMs que chegaram ao local, a equipe encontrou indivíduos próximos ao corpo da vítima que, ao perceberem a chegada da viatura, tentaram evadir-se. O esforço para evitar a prisão incluiu uma estratégia de camuflagem:
“No momento em que saímos para efetuar a prisão, eles subiram na ponte e trocaram de roupa, tiraram o uniforme da empresa juntamente com outros funcionários que estavam pelo local”, detalhou a guarnição.
Detenções e desdobramentos
No total, seis pessoas foram detidas inicialmente pela Polícia Militar e conduzidas ao 2º Distrito Policial. O fato de os suspeitos terem tentado trocar de roupa para “despistar” a fiscalização foi um dos pontos cruciais reportados pelos agentes à delegada plantonista, Andréa Dantas, para a fundamentação das prisões em flagrante.
A postura dos envolvidos logo após a queda reforçou a tese de negligência criminosa. A investigação agora foca na responsabilidade direta de cada um dos detidos. A delegada já havia adiantado que o enquadramento inicial seria por homicídio com dolo eventual, baseando-se no risco assumido pelos operadores ao permitirem um salto sem a devida conexão do equipamento de segurança, algo que, segundo a perícia, era visivelmente perceptível.
O caso segue em apuração, com a polícia coletando depoimentos para definir quem, exatamente, responde pela falha técnica que ceifou a vida da jovem que tinha toda uma carreira pela frente.
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