Uma família de Parnamirim, cidade na Grande Natal, adotou um bebê com síndrome de Down e cardiopatia. Arthur, de 8 meses, passou os primeiros meses de vida em uma UTI neonatal na capital potiguar, enquanto aguardava um lar. Hoje, o cenário é outro: ganhou uma família e um irmão mais velho.
A trajetória de Arthur começou com um gesto de entrega consciente. Desde a gravidez, a mãe biológica manifestou o interesse em colocá-lo para adoção. No entanto, o processo não foi imediato.
Mesmo incluído no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e disponível para busca internacional, ninguém se candidatou para acolher o bebê.
A mudança de destino veio através de um projeto do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) em parceria com a Vara da Infância e da Juventude de Parnamirim. A iniciativa busca dar celeridade aos processos.
Para o técnico em radiologia Gullyver Garção e a pedagoga Maria Helena Garção, o encontro foi transformador. Ao saberem de Arthur pelo projeto, o casal não hesitou.
Segundo o pai, o tempo que o filho passou na UTI em tratamento também fez com que a equipe do hospital criasse um laço com ele.
O MPRN segue com o acompanhamento pós-adoção.
