MINISTÉRIO DA JUSTIÇA PEDE INVESTIGAÇÃO SOBRE AUMENTO DO PREÇO DE COMBUSTÍVEIS NO RN

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar os recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados no Rio Grande do Norte, que ocorreram mesmo sem alterações nos valores praticados pela Petrobras, principal fornecedora nacional.

O órgão, que pertence ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, também pediu análise em outros três estados (Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais) e no Distrito Federal. O pedido foi enviado nesta terça (10).

Na semana passada, o preço do litro da gasolina em Natal subiu mais de 40 centavos em alguns postos, chegando a quase R$ 7. O aumento também foi visto no interior do estado. Nesta quarta (11), alguns postos da Grande Natal já registravam R$ 7,49 nas bombas.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindipostos-RN) alegou, na semana passada, que o aumento se deu como consequência do conflito entre Estados Unidos e Irã, iniciado em 28 de fevereiro.

Segundo o Senacon, o pedido para análise foi encaminhado ao Cade após declarações públicas de representantes de sindicatos informarem que distribuidoras elevaram os preços de venda para os postos sob a justificativa de alta no preço internacional do petróleo por conta do conflito.

A Senacon reforçou que, até esta quarta-feira (11), a Petrobras não havia anunciado nenhum aumento nos preços praticados em suas refinarias.

De acordo com Maxwell Flor, presidente do Sindipostos-RN, os combustíveis vendidos no Rio Grande do Norte são oriundos de refinarias que seguem preços praticados no mercado internacional. Por isso, o aumento do petróleo provocado pelo conflito afetou o preço no estado.

“O barril de petróleo que começou o ano custando 60 dólares, hoje já chegou a aproximadamente 120 dólares. E, como o combustível que a gente vende, ele vem de fora, ele é importado pela Refinaria Clara Camarão, isso acaba afetando o nosso mercado aqui no Rio Grande do Norte”, explicou.

A Senacon informou que o pedido ao Cade decorre do monitoramento realizado continuamente pelos órgãos responsáveis, “com o objetivo de garantir transparência nas práticas comerciais e proteger os consumidores”.