A cada dez brasileiros, quatro estão atualmente endividados — e a maioria sente os impactos dessa situação também na saúde emocional. É o que revela uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que mostra como as dívidas têm tirado o sono de muitas famílias no país.
Segundo o levantamento, 77% dos entrevistados afirmam que o endividamento afeta diretamente a saúde emocional, as relações familiares e a qualidade de vida. A preocupação constante com as contas, combinada à dificuldade de quitá-las, tem gerado altos níveis de estresse e ansiedade entre os consumidores.
Entre os endividados, 37% acreditam que conseguirão quitar as dívidas ainda este ano, enquanto 24% afirmam que levarão muito tempo para pagar o que devem. Mais de 60% dos entrevistados disseram recorrer com frequência a algum tipo de crédito, sendo o cartão de crédito o mais utilizado, seguido por empréstimos pessoais.
Sem planejamento adequado, o uso constante desses recursos pode levar a um endividamento descontrolado. Um exemplo citado no estudo é o de uma fatura de R$ 1.000 no cartão de crédito, que pode atingir quase R$ 1.600 se o pagamento for atrasado por três meses, devido aos altos juros praticados no mercado.
A pesquisa também revelou um déficit preocupante em educação financeira. Mais da metade dos entrevistados (55%) admitiu entender pouco ou nada sobre finanças pessoais, o que contribui para o agravamento do quadro de endividamento no país.
O estudo ouviu 3 mil pessoas das cinco regiões do Brasil e reforça a importância de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas à educação financeira, ao acesso ao crédito consciente e à renegociação de dívidas.
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