GLEISI APAGA VÍDEO DO ‘EMPRÉSTIMO DO LULA’, MAS EDITA NOVA VERSÃO

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, decidiu retirar do ar um vídeo que promovia o “Crédito do Trabalhador”, que era apresentado como um “empréstimo do Lula”. A gravação, que destacava os benefícios do novo crédito consignado destinado a trabalhadores do setor privado, já está disponível com taxas de juros mais baixas.

A decisão de Gleisi veio após uma onda de críticas, especialmente do partido Novo, que acionou o Tribunal de Contas da União (TCU). O partido alegou que a ministra estava utilizando a plataforma para fazer promoção pessoal do presidente Lula, o que gerou um debate acalorado sobre a legalidade da ação.

 

Logo, o vídeo foi apagado na última segunda-feira (25). Quando procurada, a assessoria da ministra das Relações Institucionais não informou a razão pela qual a publicação foi retirada.

O “Crédito do Trabalhador” é uma nova modalidade de empréstimo que permite a contratação com desconto em folha de pagamento, facilitando o acesso ao crédito por meio de um aplicativo. Essa inovação elimina a necessidade de um convênio formal entre o empregador e a instituição financeira, tornando o processo mais ágil e acessível para os trabalhadores.

Novo vídeo

Após apagar, das redes sociais, o vídeo em que chamava uma linha de crédito de “empréstimo do Lula”, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, voltou a promover a medida – mas sem usar o termo criticado.

Gleisi havia publicado o vídeo do “empréstimo do Lula” no último sábado (22). “Apertou o orçamento? O juro está alto? Pega o empréstimo do Lula”, dizia a ministra na peça.

Disponível no app da Carteira de Trabalho, o consignado permite a trabalhadores do setor privado utilizar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como salvaguarda para acessar empréstimos com juros mais baratos.

Desde o vídeo apagado, Gleisi republicou um vídeo do presidente Lula (PT), falando sobre a medida e fez, na terça-feira (25), uma nova publicação falando sobre a linha de crédito.

Na postagem da terça-feira, sem falar em “empréstimo do Lula”, Gleisi chamou a medida pelo nome oficial – “Crédito do Trabalhador” – e afirmou que o consignado foi “lançado pelo presidente Lula”.

Líder da oposição aciona TCU contra ministra Gleisi

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, denunciou ao Tribunal de Contas da União (TCU), na terça-feira (25), o uso indevido da publicidade institucional do governo federal para promover a imagem pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar aponta a violação dos princípios constitucionais da impessoalidade, moralidade e legalidade após a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, divulgar vídeo promovendo um programa de crédito consignado como “empréstimo do Lula”.

Rogério Marinho denuncia que o governo tem atuado para centralizar a comunicação oficial em torno da figura do presidente, transformando políticas públicas em instrumentos de marketing político. O caso específico, segundo o senador, representa não apenas promoção pessoal com recursos públicos, mas um estímulo irresponsável ao endividamento das famílias brasileiras em um momento de alta dos juros, à medida em que pode agravar ainda mais a fragilidade econômica dos trabalhadores.

Ao TCU, o líder da oposição pede a retirada do vídeo do ar, a suspensão de novas campanhas com o mesmo teor e a intimação da ministra Gleisi Hoffmann, autora da propaganda. Além disso, requer investigação sobre possível desvio de finalidade na condução da comunicação institucional e o uso da máquina pública para fins eleitorais.

“Lula 3 não governa, vive em permanente campanha. No desespero pela queda de popularidade, promove o endividamento das famílias como ‘solução’ e o transforma em peça de marketing eleitoral”, disse Rogério Marinho nas redes sociais. “Por isso, acionamos o TCU para que intime a ministra, suspenda a propaganda e investigue o uso da máquina pública para promoção pessoal de Lula!”, disse.

TRIBUNA DO NORTE