Nesta segunda-feira 29, o Brasil alcançou a marca de 4.127.571 casos prováveis de dengue em 2024, conforme relatado na última atualização do Painel de Monitoramento das Arboviroses, baseado nos dados fornecidos pelo Ministério da Saúde. O número de óbitos confirmados pela doença chegou a 1.937, um recorde histórico desde o início da série em 2000, superando os registros de todo o ano de 2023, que totalizaram 1.094 mortes.
São Paulo lidera em casos graves da doença, com 9.006 casos, seguido por Minas Gerais, com 6.929, e Paraná, com 6.489.
O Ministério da Saúde atribui esse aumento no número de casos a fatores como mudanças climáticas e a circulação de múltiplos sorotipos do vírus.
Combate a proliferação
Para combater a proliferação do mosquito transmissor da dengue, o Ministério da Saúde faz algumas recomendações como: manter a caixa-d’água bem fechada, receber bem os agentes de saúde, amarrar sacos de lixo adequadamente, colocar areia nos vasos de plantas, guardar pneus em locais cobertos, limpar calhas de casa e evitar acumular sucata e entulho.
Atualmente, todos os quatro sorotipos da doença estão em circulação no país, uma situação considerada atípica pela secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Ethel Maciel.
Sintomas
Os sintomas da dengue variam de leves a graves e costumam a aparecer de 4 a 10 dias após a picada do mosquito infectado e incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, náuseas e vômitos, manchas vermelhas na pele e fadiga.
Tratamento
O tratamento visa aliviar os sintomas e garantir a recuperação do paciente, incluindo hidratação adequada, uso de analgésicos e antitérmicos, repouso e acompanhamento médico. É importante evitar a automedicação, pois o uso inadequado de certos medicamentos pode piorar o quadro clínico da doença.
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